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Política

Dilma vota no Sul e avalia campanha eleitoral

BBbhysU

 

PORTO ALEGRE – A caminho do local de votação neste domingo, 26, em Porto Alegre, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, fez novo apelo para que as pessoas votem e avaliou a campanha presidencial. A petista reconheceu ter havido momentos em que o “nível não foi tão alto”, mas negou que essa campanha tenha sido excessivamente agressiva. A presidente chegou a sua zona de votação às 8h40 e ficou sete minutos na sua seção eleitoral, em uma escola na zonal sul da capital gaúcha.

Como a sala é pequena para acolher todos os jornalistas que estão no local, somente os fotógrafos foram autorizados a entrar. Dilma já tinha conversado com os repórteres no hotel em que tomou o café da manhã e não voltou a se manifestar na escola.

“Eu acho que essa foi uma campanha diferente, cheia de momentos de mudança e reviravoltas. Alguns momentos o nível não foi alto, mas não foi o que prevaleceu”, afirmou pouco antes de votar. “Teve momentos com formas de tratamento lamentáveis, mas acredito que isso foi rejeitado pela população”, afirmou a presidente em referência indireta ao adversário Aécio Neves, que em um dos debates usou o termo “leviana” ao rebater ataques da petista.

Dilma repetiu o apelo feito nesse sábado, 25, para que as pessoas votem hoje com segurança. “Chegamos ao final dessa campanha com dois projetos. Um que eu acredito que vai fazer com que o Brasil continue mudando. Nós desse projeto que lutamos tanto para melhorar a vida da população não vamos permitir que nada desse mundo tire de você onde você conquistou” , afirmou a presidente.

Quase sem voz, Dilma respondeu apenas uma pergunta antes de tomar um café da manhã com o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, candidato à reeleição, e vários petistas, uma tradição eleitoral do partido no Estado. A presidente volta para Brasília ainda nesta manhã, onde vai acompanhar a apuração dos votos.

Acompanhada de Tarso Genro, Dilma votou rapidamente e aguardou o governador votar. No local, posou para fotos fazendo positivo e tomou chimarrão.

Rogério Leal, fiscal do PMDB – que no Rio Grande do Sul é opositor do PT -, foi quem ofereceu o chimarrão à presidente, a pedido dos fotógrafos. “Eu só pedi que ela terminasse tudo, não me deixasse com meia cuia. Ela terminou”, conta. Uma das regras do chimarrão é quem pega a vez deve tomar toda a cuia e só então passar adiante.

Cerca de 60 pessoas esperavam Dilma na escola onde vota. Vários tentaram entrar na zona eleitoral, mas até mesmo Olívio Dutra, ex-ministro e um dos principais nomes do PT gaúcho, foi barrado. /Colaborou Elder Ogliari